Investimentos em obras, equipamentos urbanos e espaços públicos

Nos últimos anos assistimos a uma série de investimentos públicos em obras de grande porte na cidade, como o estádio do Atlético, a Linha Verde, a Ponte Estaiada, bem como uma série de iniciativas de revitalização de áreas como a R. Riachuelo e R. São Francisco e mesmo a famigerada calçada de granito implantada na Av. Bispo Dom José, no Batel.

Trata-se de obras realizadas majoritariamente em áreas do setor turístico ou em regiões já estruturadas e valorizados , que drenam boa parte dos recursos públicos destinados ao urbanismo, mas  beneficiam poucos, principalmente agentes do mercado imobiliário. Nesse quadro, demandas da população com representação política mais frágil e residente em áreas menos valorizas, restam escanteadas.

Destaca-se que a previsão orçamentária para o urbanismo constitui historicamente o maior gasto do município, mantendo-se há anos em patamar superior a 20%, enquanto habitação, saneamento e cultura juntos chegam a parcos 4,2% na previsão orçamentária de 2016. Desse modo, apesar de Curitiba contar com indicadores de bem-estar superiores às médias nacionais, ao olharmos para a realidade, fica evidente que tais indicadores omitem a desigualdade candente na cidade.

Para a construção de um projeto popular para Curitiba, que se paute pelas demandas mais urgentes e reais de seus habitantes, faz-se necessário uma revisão das prioridades do investimento e financiamento em urbanização. Em outras palavras, a equidade territorial deve ser o grande norteador das ações do poder público.

  • Recuperação e manutenção de áreas verdes da cidade que vem sendo preteridas e negligenciadas, especialmente das áreas mais distantes do centro, como o Zoológico e o Parque Náutico (Boqueirão) e o Bosque do Trabalhador e o Parque do Passaúna;
  • Priorização da instalação de equipamentos públicos e comunitários, bem como de espaços públicos de lazer nas áreas mais distantes do centro e pouco providas em termos de serviços e infraestrutura;
  • Direcionamento dos recursos destinados a obras públicas a fim priorizar a universalização de demandas de urbanização básica como asfaltamento, saneamento e iluminação pública;
  • Unificação dos recursos provenientes do potencial construtivo e da outorga onerosa do direito de construir  em único fundo, destinado prioritariamente à habitação e equipamentos de interesse social;
  • Elaboração de um plano com prazos, metas e proveniência dos recursos para zerar a fila de creches na cidade ;