Transporte coletivo e mobilidade

Curitiba vive um quadro de favorecimento do uso do automóvel, em razão da precarização do transporte coletivo. O modelo implantado em Curitiba na década de 1970, das canaletas e eixos estruturais, também é um modelo que privilegia os grandes empresários do transporte coletivo em detrimento da qualidade do serviço.

A única licitação para a prestação do serviço foi realizada em 2010 e denunciada amplamente por indícios de fraudes por quatro relatórios técnicos, (Relatórios da URBS, CPI do Transporte, TCE-PR e Sindicatos) que demonstram o superfaturamento da tarifa devido à não atualização na licitação dos parâmetros de custos da década de 1980.  O preço da tarifa é ainda mais abusivo se consideramos que não há integração temporal, de modo que os passageiros pagam toda vez que usam o ônibus, onerando demais o bolso de quem faz uso do modal mais de uma vez ao dia.

Não bastasse a tarifa superfaturada, a rede foi recentemente desintegrada da região metropolitana. O resultado é hoje a crise desse sistema de mobilidade urbana que perde milhares de passageiros mês e queda na qualidade do serviço.

Além disso, não há integração entre diferentes modais na cidade (estacionamentos de automóveis ou bicicletas nos terminais) o que dificulta que os cidadãos possam fazer uso de combinações em seus trajetos, como o uso da bicicleta e do ônibus.   Por essas razões a política de mobilidade urbana deve se pautar pela qualidade no transporte coletivo, pela modicidade da tarifa e pela integração temporal, modal e metropolitana, a fim de diversificar o trânsito.

  • Iniciar estudos para viabilização da tarifa zero
  • Anulação da licitação do transporte coletivo
  • Redução da tarifa
  • Qualidade e controle social do transporte público
  • Reintegração da rede de transporte coletivo da Região Metropolitana
  • Integração Temporal e Modal, por meio da implantação do bilhete único e terminais intermodais
  • Ampliação da rede de ciclovias, notadamente, ao longo dos eixos estruturais